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Perguntas frequentes sobre flacidez facial

  • Clinica Valéria Marcondes Dermatologia e Estética
  • há 3 dias
  • 4 min de leitura
Perguntas Frequentes flacidez facial

A flacidez facial envolve diferentes estruturas e pode se manifestar de maneiras distintas em cada pessoa. Por isso, algumas das dúvidas mais frequentes surgem justamente da tentativa de encontrar uma única causa ou um único tratamento para todas as alterações.


A seguir, respondo algumas das principais perguntas sobre o tema.


A flacidez pode aparecer antes dos 40 anos?

Sim.

Embora se torne mais frequente com o avanço da idade, não existe uma idade exata para o início da flacidez.


Genética, exposição solar acumulada, tabagismo, alterações hormonais, características anatômicas e perdas importantes de peso podem fazer com que os sinais apareçam mais cedo.


Por isso, pessoas da mesma idade podem apresentar graus bastante diferentes de firmeza e sustentação facial.



Existe diferença entre flacidez e rugas?

Sim.

A flacidez está relacionada à perda de firmeza e sustentação dos tecidos.


As rugas são linhas, dobras ou sulcos que podem surgir pela combinação entre movimentação muscular, envelhecimento da pele e fatores ambientais.


Uma pessoa pode apresentar rugas mesmo com pouca flacidez, assim como pode apresentar perda importante de sustentação sem muitas rugas profundas.


Com frequência, os dois processos coexistem.


Emagrecer provoca flacidez no rosto?

Pode tornar a flacidez mais evidente.

A gordura facial participa do volume e da sustentação aparente do rosto. Quando ocorre uma perda significativa de peso, especialmente quando rápida ou intensa, pode haver redução desse volume.


Como consequência, bochechas podem parecer mais vazias, os sulcos se tornam mais evidentes e a pele pode apresentar maior frouxidão.


Estudos realizados após grandes perdas de peso observaram redução do volume facial e aumento da flacidez, especialmente no terço médio da face e no pescoço.


Homens também apresentam flacidez facial?

Sim.

Homens e mulheres passam pelos mesmos processos gerais de envelhecimento, mas existem diferenças anatômicas e hormonais importantes.


Espessura da pele, estrutura óssea, distribuição de gordura e características musculares podem variar entre os sexos. Revisões também demonstram diferenças em parâmetros como hidratação, produção de sebo e espessura cutânea. 


Por isso, o planejamento do tratamento deve considerar a anatomia individual, e não apenas utilizar o mesmo protocolo para todos.


A menopausa acelera a flacidez?

Pode acelerar.

A redução dos níveis de estrogênio está associada a mudanças importantes na pele, incluindo diminuição do colágeno, da elasticidade e da hidratação.


Essas alterações ajudam a explicar por que algumas mulheres percebem uma evolução mais rápida da flacidez durante e após a transição menopausal.


Isso não significa, porém, que todas as mulheres apresentarão o mesmo padrão de envelhecimento.


A exposição solar influencia?

Sim.

A radiação ultravioleta é um dos principais fatores externos relacionados ao envelhecimento precoce da pele.


A exposição acumulada provoca alterações no colágeno e na elastina e favorece o desenvolvimento de rugas, manchas e perda de elasticidade.


Por isso, a fotoproteção diária permanece entre as medidas mais importantes para reduzir o fotoenvelhecimento.


Cremes conseguem tratar flacidez importante?

Isoladamente, geralmente não.

Dermocosméticos podem melhorar hidratação, função de barreira, textura, manchas e alguns sinais de fotoenvelhecimento. Retinoides tópicos, por exemplo, estão entre os tratamentos mais estudados para pele fotoenvelhecida.


Entretanto, quando existe flacidez moderada ou avançada, com alterações de sustentação e estruturas profundas, tratamentos tópicos possuem limitações.

Nesses casos, outras estratégias podem ser necessárias.


Todos precisam de preenchimento?

Não.

O preenchimento é apenas uma das ferramentas disponíveis no rejuvenescimento facial.

Ele pode ser indicado quando existe perda de volume ou suporte em regiões que realmente se beneficiem dessa reposição.


Em pacientes cuja principal alteração é qualidade da pele, flacidez ou atividade muscular, outras abordagens podem fazer mais sentido.


É por isso que o diagnóstico da flacidez facial deve vir antes da escolha do procedimento.


É possível evitar completamente a cirurgia?

Nem sempre.

Tratamentos não cirúrgicos podem proporcionar bons resultados em pacientes com flacidez leve ou moderada e também podem fazer parte de estratégias preventivas.


Quando existe grande excesso de pele ou deslocamento importante dos tecidos, porém, as possibilidades desses tratamentos são limitadas.


Nessas situações, uma avaliação cirúrgica pode representar uma alternativa mais compatível com o problema anatômico.


Isso não significa que a cirurgia seja obrigatória. Significa apenas reconhecer que cada técnica possui possibilidades e limites.


Como saber qual tratamento é indicado para mim?

A escolha depende de uma avaliação médica individualizada.

Mais importante do que decidir entre um aparelho, um bioestimulador ou um preenchimento é entender o que realmente mudou naquele rosto.


Durante a avaliação, podem ser considerados:

  • qualidade da pele;

  • grau de flacidez;

  • perda de volume;

  • sustentação dos tecidos;

  • movimentação muscular;

  • anatomia óssea;

  • histórico de tratamentos;

  • expectativas do paciente.


Só depois desse diagnóstico é possível construir um plano compatível com as necessidades daquele rosto.



Resumo do capítulo

Grande parte das dúvidas sobre flacidez facial surge porque alterações diferentes acabam recebendo o mesmo nome.


Pele menos firme, perda de volume, mudanças musculares e deslocamento dos tecidos podem coexistir, mas não são exatamente o mesmo problema.


Por isso, não existe um tratamento único para todos os casos.


O melhor resultado começa por um diagnóstico cuidadoso, passa pela escolha adequada das técnicas e continua com o acompanhamento da evolução do rosto ao longo do tempo.


Conheça todos os conteúdos da Biblioteca Científica VM Dermatologia.


Este conteúdo possui caráter educativo e não substitui uma avaliação médica individualizada.


Referências científicas

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