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O que esperar dos tratamentos para flacidez facial?

  • Clinica Valéria Marcondes Dermatologia e Estética
  • há 11 minutos
  • 3 min de leitura
O que esperar dos tratamentos para flacidez facial

Uma das etapas mais importantes da consulta é alinhar expectativas.


Os tratamentos para flacidez facial podem melhorar firmeza, qualidade da pele, sustentação e contorno. Entretanto, os resultados variam conforme o grau de envelhecimento, a anatomia, as características individuais e a técnica utilizada.


Entender essas possibilidades e limitações ajuda o paciente a participar das decisões de forma mais consciente.


O tratamento interrompe o envelhecimento?

Não.


O envelhecimento é um processo contínuo, influenciado por genética, hormônios, exposição solar e hábitos de vida.


Os tratamentos podem melhorar alterações específicas e estimular a renovação dos tecidos, mas não interrompem esse processo.


Por isso, gosto de comparar o cuidado com a flacidez à atividade física: os melhores resultados costumam vir de um acompanhamento ao longo do tempo, com manutenção quando houver indicação.



Em quanto tempo aparecem os resultados?

Depende do tratamento.


Alguns procedimentos produzem mudanças perceptíveis nas primeiras semanas. Outros dependem da formação e remodelação do colágeno, um processo gradual que pode continuar por vários meses.


Quando o objetivo é estimular colágeno, é importante respeitar o tempo do organismo.

Resultado gradual faz parte do mecanismo do tratamento.


Os resultados são iguais para todos?

Não.


A resposta pode variar de acordo com fatores como:

  • idade;

  • genética;

  • qualidade da pele;

  • exposição solar;

  • tabagismo;

  • menopausa;

  • emagrecimento;

  • doenças associadas;

  • grau inicial de flacidez.


Por isso, comparar resultados entre pacientes diferentes nem sempre é adequado. Cada pessoa parte de uma condição diferente.


Existe uma idade ideal para começar?

Não existe uma idade específica.


O melhor momento é aquele em que surgem alterações que justificam uma intervenção ou quando existe indicação real de prevenção.


Em pacientes mais jovens, o foco costuma estar na preservação da qualidade da pele. Com o avanço do envelhecimento, pode ser necessário atuar também sobre sustentação, volume e contorno facial.


Prevenção também precisa de indicação.


O estilo de vida influencia os resultados?

Sim.


Nenhum procedimento consegue compensar completamente fatores que continuam acelerando o envelhecimento.


Fotoproteção, alimentação equilibrada, atividade física, preservação da massa muscular, qualidade do sono e abandono do tabagismo continuam sendo importantes para a saúde da pele e dos tecidos.


Na prática, procedimentos e hábitos saudáveis devem funcionar como estratégias complementares.


Como acompanho meus pacientes?

Sempre que possível, utilizo documentação fotográfica padronizada para comparar a evolução ao longo do tempo.


Esse acompanhamento ajuda a identificar mudanças que muitas vezes passam despercebidas no dia a dia e orienta as próximas etapas do tratamento.


O objetivo não é manter o rosto congelado no tempo, mas acompanhar sua evolução e adaptar o plano conforme novas necessidades aparecem.


O que considero um bom resultado?

Um bom tratamento não deve ser avaliado apenas pela intensidade da mudança.


Também considero importante preservar proporções, movimento, identidade e naturalidade.


Cada técnica possui possibilidades e limites. Por isso, antes de perguntar apenas “quanto vai melhorar?”, é importante entender:


O que faz sentido melhorar neste rosto, neste momento e com qual expectativa de resultado?


Leia também:


Conheça todos os capítulos da Biblioteca Científica VM Dermatologia.


Este conteúdo possui caráter educativo e não substitui uma avaliação médica individualizada.


Referências científicas

  1. Contini M, et al. A systematic review of the efficacy of microfocused ultrasound for facial skin tightening. Journal of Cosmetic Dermatology. 2023.

  2. Krutmann J, et al. Daily photoprotection to prevent photoaging. Photodermatology, Photoimmunology & Photomedicine. 2021.

  3. Morita A. Tobacco smoke causes premature skin aging. Journal of Dermatological Science. 2007.

  4. Raine-Fenning NJ, Brincat MP, Muscat-Baron Y. Skin aging and menopause: implications for treatment. American Journal of Clinical Dermatology. 2003.

  5. Nair AG, et al. Clinical photography for periorbital and facial aesthetic practice. Journal of Cutaneous and Aesthetic Surgery. 2016.

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