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Fatores que aceleram a flacidez facial

  • Clinica Valéria Marcondes Dermatologia e Estética
  • há 2 dias
  • 10 min de leitura
Fatores que aceleram a flacidez facial

O envelhecimento cronológico é a principal causa da flacidez facial. Com o passar dos anos, a pele produz menos colágeno, os compartimentos de gordura se modificam, os ligamentos perdem parte da eficiência, os músculos mudam e o esqueleto facial passa por remodelações progressivas.


Esse processo é natural e inevitável. No entanto, a velocidade com que essas mudanças acontecem não depende apenas da idade registrada no documento.


Genética, exposição solar, tabagismo, alimentação, alterações hormonais e hábitos cotidianos podem antecipar ou intensificar os sinais de envelhecimento. É por isso que duas pessoas da mesma idade podem apresentar níveis muito diferentes de firmeza, volume e sustentação facial.


Como vimos no capítulo sobre como ocorre o envelhecimento da face, a flacidez é um fenômeno multicamadas. Portanto, os fatores que a aceleram também podem atingir diferentes estruturas ao mesmo tempo.


Envelhecimento cronológico: a base do processo

Mesmo na ausência de fatores externos importantes, os tecidos da face se modificam ao longo do tempo.


Os fibroblastos, células responsáveis pela produção de colágeno e de outros componentes da matriz extracelular, tornam-se menos ativos. A produção de novas fibras diminui, enquanto o colágeno já existente se fragmenta e perde organização.


A pele se torna progressivamente mais fina e menos resistente. Paralelamente, ocorrem mudanças na gordura facial, na musculatura, nos ligamentos e na estrutura óssea.


Esse é o envelhecimento intrínseco, determinado principalmente pelo tempo biológico. Os demais fatores não criam o envelhecimento do zero, mas podem funcionar como aceleradores, somando danos ou reduzindo a capacidade de reparação dos tecidos. [1]


1. Predisposição genética

A genética influencia características como espessura da pele, distribuição da gordura facial, estrutura óssea, pigmentação, capacidade antioxidante e tendência à formação de rugas.

Também pode interferir na forma como cada organismo responde à exposição solar, ao tabagismo, às alterações hormonais e a outros fatores ambientais.


Estudos realizados com gêmeos idênticos mostram que existe um componente hereditário importante no envelhecimento facial. Entretanto, esses estudos também revelam que pessoas geneticamente semelhantes podem envelhecer de maneiras diferentes quando são expostas a hábitos e ambientes distintos. [2,3]


Isso significa que a genética estabelece parte do terreno, mas não determina sozinha o resultado final.


Ter familiares que apresentaram flacidez precocemente pode indicar uma predisposição, mas não significa que o mesmo padrão necessariamente se repetirá com a mesma intensidade.


2. Exposição solar acumulada

A radiação ultravioleta é um dos fatores externos mais estudados no envelhecimento da pele.


A exposição solar repetida aumenta a produção de enzimas chamadas metaloproteinases da matriz. Essas enzimas participam da degradação do colágeno presente na derme.


A radiação ultravioleta também interfere nas vias responsáveis pela produção de novas fibras de colágeno. Assim, ela atua em duas frentes: aumenta a degradação do tecido existente e reduz a capacidade de reposição.


Com o passar dos anos, o dano acumulado pode contribuir para:

  • perda de elasticidade;

  • textura irregular;

  • rugas mais profundas;

  • manchas;

  • vasos aparentes;

  • redução da firmeza;

  • aspecto espessado ou ressecado da pele.


Esse conjunto de alterações é chamado de fotoenvelhecimento.


O dano solar não ocorre apenas durante episódios de queimadura. Pequenas exposições repetidas, acumuladas durante décadas, também participam do processo. Por isso, o histórico de exposição ao longo da vida é mais relevante do que um único dia de sol. [4,5]


3. Tabagismo

O cigarro expõe o organismo a substâncias capazes de aumentar a formação de radicais livres e favorecer processos inflamatórios.


Além disso, o tabagismo pode comprometer a microcirculação da pele, reduzir a disponibilidade de oxigênio nos tecidos e interferir no metabolismo do colágeno e da elastina.


Clinicamente, fumantes podem apresentar:

  • rugas mais marcadas;

  • textura irregular;

  • pele menos luminosa;

  • alteração da coloração;

  • redução da elasticidade;

  • envelhecimento mais evidente ao redor da boca e dos olhos.


Estudos com gêmeos idênticos encontraram sinais mais acentuados de envelhecimento e alterações da textura facial nos indivíduos que fumavam, mesmo quando idade e predisposição genética eram controladas. [2,3]


O tabagismo não age apenas sobre a superfície. Seus efeitos sistêmicos também prejudicam a recuperação dos tecidos e podem interferir nos resultados de procedimentos médicos e cirúrgicos.


4. Poluição

A pele está em contato constante com partículas suspensas, gases e outros poluentes presentes no ambiente.


Esses agentes podem aderir à superfície cutânea ou desencadear reações inflamatórias e oxidativas. Alguns poluentes também podem interagir com a radiação ultravioleta, ampliando o dano provocado pela exposição ambiental.


Estudos populacionais associam a exposição prolongada à poluição do ar ao aumento de manchas e, em menor grau, de rugas e outros sinais de envelhecimento extrínseco. [6]


A evidência é mais consistente para envelhecimento cutâneo, pigmentação e inflamação do que para flacidez facial isoladamente. Ainda assim, ao comprometer a qualidade da pele e aumentar o estresse oxidativo, a poluição pode participar do conjunto de fatores que reduz sua resistência ao longo do tempo.


5. Estresse oxidativo

O estresse oxidativo acontece quando a produção de espécies reativas, popularmente chamadas de radicais livres, supera a capacidade antioxidante do organismo.


Ele não deve ser entendido como uma causa completamente separada. Na verdade, é um dos principais mecanismos pelos quais diversos fatores aceleram o envelhecimento.

Radiação ultravioleta, cigarro, poluição, inflamação crônica e alterações metabólicas podem aumentar o estresse oxidativo.


Em excesso, essas moléculas podem danificar membranas celulares, proteínas, DNA e componentes da matriz extracelular. Na pele, isso favorece a degradação do colágeno, altera o funcionamento dos fibroblastos e reduz a eficiência dos mecanismos de reparo.

Portanto, diferentes hábitos e exposições podem convergir para uma mesma estrada biológica: mais dano celular e menor capacidade de recuperação.


6. Glicação causada pelo excesso de açúcar

A glicação é uma reação química não enzimática entre açúcares e proteínas, lipídios ou outras moléculas do organismo.


Quando esse processo acontece de forma repetida, podem ser formados os chamados produtos finais de glicação avançada, conhecidos pela sigla AGEs.


O colágeno possui vida longa e, por isso, pode acumular alterações provocadas pela glicação. As ligações formadas entre suas fibras tornam o tecido mais rígido e menos flexível, além de dificultarem sua renovação. A elastina também pode ser afetada. [7]


Na prática, esse processo pode contribuir para uma pele:

  • menos elástica;

  • menos resistente;

  • com recuperação mais lenta;

  • mais suscetível às alterações provocadas por outros fatores ambientais.


É importante evitar uma interpretação simplista. A glicação não surge por causa de uma sobremesa ocasional. Ela está relacionada à exposição metabólica acumulada, aos níveis de glicose ao longo do tempo e ao contexto geral da alimentação e da saúde metabólica.


7. Alterações hormonais, especialmente na menopausa

A pele é um tecido sensível às variações hormonais.


O estrogênio participa da regulação do colágeno, da espessura da pele, da hidratação e da atividade dos fibroblastos. Com a redução hormonal que acompanha a menopausa, algumas mulheres apresentam perda mais rápida de colágeno e elasticidade.


Estudos observaram diminuição do conteúdo de colágeno e da espessura cutânea após a menopausa. Essas mudanças podem tornar a pele mais fina, seca e menos resistente. [8]


As alterações hormonais também podem influenciar:

  • distribuição da gordura corporal e facial;

  • massa muscular;

  • metabolismo ósseo;

  • capacidade de recuperação dos tecidos;

  • hidratação e função de barreira da pele.


A menopausa, entretanto, não produz o mesmo padrão em todas as mulheres. Genética, exposição solar, composição corporal, alimentação e histórico clínico continuam interferindo no resultado.


Essas informações também não significam que toda mulher deva realizar reposição hormonal para tratar a pele. A indicação de qualquer tratamento hormonal depende de avaliação médica individualizada, considerando riscos, benefícios, sintomas e histórico de saúde.


8. Perda importante de peso

A gordura facial participa do volume, das proporções e da sustentação aparente do rosto.

Quando ocorre uma perda importante de peso, especialmente em um intervalo relativamente curto, pode haver redução dos compartimentos de gordura superficial e profunda. A pele e os ligamentos nem sempre se adaptam na mesma velocidade.


Como consequência, podem surgir:

  • esvaziamento das bochechas;

  • achatamento das maçãs do rosto;

  • aprofundamento dos sulcos;

  • maior evidência das olheiras;

  • perda de definição mandibular;

  • sobra de pele na face e no pescoço.


Estudos realizados após grandes perdas de peso identificaram mudanças mensuráveis na morfologia facial e aumento da aparência de esvaziamento e flacidez. [9]


Esse processo se relaciona principalmente à flacidez estrutural, mas também pode tornar a flacidez cutânea previamente existente mais evidente.


Isso não significa que emagrecer seja prejudicial. Em muitos casos, a perda de peso é fundamental para a saúde. O ponto é compreender que mudanças importantes na composição corporal podem modificar a arquitetura facial e exigir uma avaliação diferente daquela realizada antes do emagrecimento.


9. Doenças que provocam perda de massa muscular

Algumas doenças crônicas, inflamatórias, neurológicas, metabólicas ou oncológicas podem causar redução de massa muscular.


Quando essa perda é generalizada, ela também pode alterar a musculatura e o volume dos tecidos da face. O rosto pode adquirir uma aparência mais esvaziada, cansada ou envelhecida.


Em situações como sarcopenia ou caquexia, frequentemente existe uma combinação de fatores:

  • perda muscular;

  • redução de gordura;

  • inflamação sistêmica;

  • alterações nutricionais;

  • menor capacidade de regeneração;

  • redução da atividade física.


A relação direta entre essas doenças e a flacidez facial ainda é menos estudada do que a relação com a perda muscular corporal. Por isso, o aspecto facial nunca deve ser analisado isoladamente.


Quando há perda de peso ou de massa muscular sem explicação, a prioridade não é o tratamento estético. É necessário investigar e tratar a causa clínica.


10. Noites mal dormidas

O sono participa dos mecanismos de recuperação, regulação hormonal e reparação dos tecidos.


Estudos associam a má qualidade crônica do sono ao aumento de sinais de envelhecimento intrínseco, pior função da barreira cutânea e menor capacidade de recuperação após agressões ambientais. [10]


Outras pesquisas observaram redução da elasticidade e alterações em parâmetros de hidratação após períodos prolongados de restrição do sono.


Isso não significa que uma única noite mal dormida cause flacidez. O que merece atenção é a privação frequente ou a baixa qualidade do sono mantida por longos períodos.


Além dos possíveis efeitos diretos sobre a pele, dormir mal pode influenciar hábitos alimentares, níveis de estresse, inflamação, atividade física e saúde metabólica. Assim, o sono se conecta a vários outros fatores descritos neste capítulo.


11. Dieta pobre em proteínas

As proteínas fornecem aminoácidos utilizados na manutenção dos músculos, enzimas, tecidos e diferentes estruturas do organismo.


Uma alimentação inadequada, especialmente quando associada a baixa ingestão energética, doenças crônicas ou envelhecimento, pode favorecer a perda de massa magra.

Estudos em adultos mais velhos encontraram associação entre menor ingestão proteica e maior perda de massa magra ao longo do tempo. [11]


A relação específica entre baixa ingestão de proteínas e flacidez facial ainda é indireta. Não é possível afirmar que aumentar proteínas, isoladamente, irá firmar a pele ou corrigir a queda dos tecidos.


O ponto mais importante é que a deficiência nutricional pode prejudicar a manutenção muscular e a capacidade geral de reparação. Por isso, a alimentação deve ser avaliada dentro do contexto clínico, e não transformada em uma prescrição universal ou em uma promessa estética.


12. Sedentarismo

O sedentarismo contribui para a perda progressiva de força e massa muscular, especialmente com o avanço da idade.


A atividade física também influencia circulação, metabolismo da glicose, inflamação e composição corporal. Esses elementos podem afetar indiretamente a saúde da pele e dos tecidos de sustentação.


Um estudo clínico publicado em 2023 observou que o treinamento resistido foi associado a melhora da espessura dérmica e de componentes da matriz extracelular em mulheres previamente sedentárias. [12]


Esse resultado é interessante, mas deve ser interpretado com cuidado. Exercícios não funcionam como um lifting e não reposicionam ligamentos ou compartimentos de gordura que já se deslocaram.


A atividade física pode contribuir para envelhecer com melhor composição corporal, metabolismo e função muscular. Isso é diferente de afirmar que ela, sozinha, reverte a flacidez já instalada.


Os fatores não atuam isoladamente

Na maioria das pessoas, não existe uma causa única.


Uma paciente pode apresentar predisposição genética, histórico de exposição solar, menopausa, sono insuficiente e perda recente de peso. Cada elemento atinge uma parte diferente do sistema e, juntos, produzem um resultado mais evidente.


Há também interações entre os fatores:

  • a radiação ultravioleta aumenta o estresse oxidativo;

  • o cigarro prejudica a circulação e favorece a degradação de colágeno;

  • a poluição pode potencializar os efeitos da exposição solar;

  • a glicação torna as fibras de colágeno menos flexíveis;

  • a menopausa acelera a perda de colágeno e massa óssea;

  • a perda de peso pode retirar volume de uma pele que já perdeu elasticidade;

  • o sedentarismo e a alimentação inadequada podem favorecer a perda muscular.


É essa soma que ajuda a explicar por que o envelhecimento não segue um calendário idêntico para todos.


É possível evitar a flacidez facial?

Não é possível impedir completamente o envelhecimento, mas é possível reduzir parte da aceleração provocada por fatores modificáveis.


Entre as medidas mais importantes estão:

  • manter fotoproteção adequada;

  • não fumar;

  • acompanhar alterações hormonais e metabólicas;

  • evitar dietas extremamente restritivas sem acompanhamento;

  • preservar massa muscular;

  • manter alimentação nutricionalmente adequada;

  • cuidar da qualidade do sono;

  • praticar atividade física de forma regular;

  • investigar perdas de peso ou massa muscular sem explicação;

  • realizar acompanhamento dermatológico individualizado.


Essas medidas não garantem que a flacidez não aparecerá. Elas ajudam a preservar a saúde da pele e das estruturas de sustentação, reduzindo fatores que poderiam acelerar o processo.


Por que identificar as causas muda o tratamento?

Antes de escolher um procedimento, é necessário compreender o que está contribuindo para a alteração.


Uma paciente com dano solar predominante não possui exatamente o mesmo problema de alguém que perdeu muito peso. Da mesma forma, a abordagem de uma pele fina após a menopausa não deve ser idêntica à de um rosto com redução importante de volume e suporte estrutural.


Conhecer os fatores aceleradores permite:

  • identificar hábitos que continuam produzindo dano;

  • reconhecer condições clínicas que precisam ser investigadas;

  • estimar a capacidade de resposta dos tecidos;

  • selecionar tratamentos compatíveis com cada camada;

  • estabelecer expectativas mais realistas;

  • planejar estratégias de manutenção.


Tratar a flacidez não significa apenas estimular colágeno. Significa compreender por que aquele rosto perdeu sustentação, quais fatores continuam ativos e quais estruturas precisam ser abordadas.


Essa avaliação é o que transforma uma sequência de procedimentos em um plano de tratamento verdadeiramente individualizado.


Próximo capítulo: Diagnóstico da flacidez facial

Conheça todos os capítulos da Biblioteca Científica VM Dermatologia.


Este conteúdo possui caráter educativo e não substitui uma avaliação médica individualizada.


Referências científicas

  1. Varani J, Dame MK, Rittié L, et al. Decreased collagen production in chronologically aged skin: roles of age-dependent alteration in fibroblast function and defective mechanical stimulation. American Journal of Pathology. 2006;168(6):1861-1868. DOI: 10.2353/ajpath.2006.051302.

  2. Guyuron B, Rowe DJ, Weinfeld AB, Eshraghi Y, Fathi A, Iamphongsai S. Factors contributing to the facial aging of identical twins. Plastic and Reconstructive Surgery. 2009;123(4):1321-1331. DOI: 10.1097/PRS.0b013e31819c4d42.

  3. Ichibori R, Fujiwara T, Tanigawa T, et al. Objective assessment of facial skin aging and the associated environmental factors in Japanese monozygotic twins. Journal of Cosmetic Dermatology. 2014;13(2):158-163. DOI: 10.1111/jocd.12081.

  4. Fisher GJ, Wang ZQ, Datta SC, Varani J, Kang S, Voorhees JJ. Pathophysiology of premature skin aging induced by ultraviolet light. New England Journal of Medicine. 1997;337(20):1419-1428. DOI: 10.1056/NEJM199711133372003.

  5. Quan T, He T, Kang S, Voorhees JJ, Fisher GJ. Solar ultraviolet irradiation reduces collagen in photoaged human skin by blocking transforming growth factor-beta type II receptor/Smad signaling. American Journal of Pathology. 2004;165(3):741-751. PMID: 15331399.

  6. Vierkötter A, Schikowski T, Ranft U, et al. Airborne particle exposure and extrinsic skin aging. Journal of Investigative Dermatology. 2010;130(12):2719-2726. DOI: 10.1038/jid.2010.204.

  7. Pennacchi PC, de Almeida ME, Gomes OL, et al. Glycated reconstructed human skin as a platform to study the pathogenesis of skin aging. Tissue Engineering Part A. 2015;21(17-18):2417-2425. DOI: 10.1089/ten.TEA.2015.0009.

  8. Brincat M, Moniz CF, Studd JWW, Darby A, Magos A, Cooper D. A study of the decrease of skin collagen content, skin thickness, and bone mass in the postmenopausal woman. Obstetrics & Gynecology. 1987;70(6):840-845. PMID: 3120067.

  9. Peters F, Kroh A, Neumann UP, et al. Morphological changes of the human face after massive weight loss due to bariatric surgery. Journal of Cranio-Maxillofacial Surgery. 2020;48(7):694-699. DOI: 10.1016/j.jcms.2020.05.010.

  10. Oyetakin-White P, Suggs A, Koo B, et al. Does poor sleep quality affect skin ageing? Clinical and Experimental Dermatology. 2015;40(1):17-22. DOI: 10.1111/ced.12455.

  11. Houston DK, Nicklas BJ, Ding J, et al. Dietary protein intake is associated with lean mass change in older, community-dwelling adults: the Health, Aging, and Body Composition Study. American Journal of Clinical Nutrition. 2008;87(1):150-155. PMID: 18175749.

  12. Nishikori S, Fujita S, et al. Resistance training rejuvenates aging skin by reducing circulating inflammatory factors and enhancing dermal extracellular matrices. Scientific Reports. 2023;13. DOI: 10.1038/s41598-023-37207-9.

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