Ultrassom microfocado derrete a gordura do rosto? Calma, não é bem assim

Uma das dúvidas que mais surgem quando falamos de ultrassom microfocado é:
“Ele vai derreter a gordura do meu rosto?”
A resposta não é simplesmente sim ou não.
O ultrassom focalizado não aquece o rosto inteiro. A energia é concentrada em profundidades específicas, escolhidas de acordo com a anatomia, a região tratada, o equipamento e o objetivo daquele paciente.
E é justamente aí que está a diferença entre um protocolo individualizado e tratar todos os rostos da mesma maneira.
Em quais profundidades o ultrassom pode atuar?
Dependendo do equipamento, existem diferentes ponteiras ou cartuchos.
Na face, algumas das profundidades mais utilizadas são:
1,5 mm: planos mais superficiais da pele;
3,0 mm: planos dérmicos mais profundos;
4,5 mm: planos profundos, que podem incluir regiões próximas ao SMAS dependendo da anatomia.
Essas medidas não significam que todas as pessoas possuem exatamente as mesmas estruturas na mesma profundidade.
Um rosto fino, por exemplo, exige uma estratégia diferente de uma face com maior espessura de tecido adiposo.
E a gordura facial?
Ela não precisa ser o alvo.
Quando queremos preservar o volume do rosto, selecionamos cuidadosamente as áreas que serão tratadas, as profundidades e os parâmetros utilizados.
Isso é especialmente importante em pacientes com:
rosto naturalmente magro;
perda de volume relacionada ao envelhecimento;
emagrecimento recente;
bochechas já esvaziadas.
Nesses casos, o planejamento pode priorizar estímulo de colágeno, firmeza e sustentação, preservando os compartimentos de gordura que participam da estrutura facial.
Mas o ultrassom pode tratar gordura?
Pode, quando esse é justamente o objetivo.
Existem protocolos e equipamentos capazes de atuar sobre o tecido adiposo em profundidades específicas.
Na região abaixo do queixo, por exemplo, pacientes selecionados podem apresentar gordura localizada associada à perda de definição mandibular. Nesses casos, o planejamento pode incluir o tecido adiposo para melhorar o contorno.
É uma indicação completamente diferente daquela de uma paciente com face fina que deseja apenas melhorar a firmeza.
Podemos pensar assim:
Face magra: preservar volume + estimular colágeno + melhorar sustentação.
Face com gordura localizada: o tecido adiposo pode fazer parte da estratégia, quando existe indicação.
Então o ultrassom pode afinar demais o rosto?
Um protocolo mal indicado pode atingir estruturas que não gostaríamos de reduzir.
Isso não significa que o ultrassom microfocado inevitavelmente provoque perda de gordura facial.
Significa que profundidade, energia, área tratada e anatomia importam.
A mesma ponteira não deve ser aplicada da mesma maneira em todos os rostos.
O segredo está no planejamento
Não existe uma quantidade universal de disparos, uma única profundidade ou um protocolo ideal para todas as pessoas.
Antes do tratamento, é necessário entender:
onde existe flacidez;
onde precisamos preservar volume;
onde há gordura localizada;
qual é a espessura dos tecidos;
quais regiões precisam de sustentação;
quais áreas devem ser evitadas.
O problema não é simplesmente o ultrassom. O problema é tratar todas as faces como se fossem iguais.
Tecnologia bem indicada começa pela anatomia, não pelo aparelho.
Quer saber qual estratégia faz sentido para o seu rosto? Entre em contato com a VM Dermatologia pelo WhatsApp e agende sua avaliação.




Comentários