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4 tratamentos que prometem “regenerar” a pele. Mas eles fazem a mesma coisa?

Clinica Valéria Marcondes Dermatologia e Estética
há 1 dia
3 min de leitura
Regenerar a pele

A palavra regeneração aparece cada vez mais quando falamos de tratamentos para qualidade da pele.


PDRN, polinucleotídeos, exossomos, PRP, PRF e bioestimuladores costumam aparecer dentro desse universo, mas existe uma diferença importante:

eles não agem da mesma maneira.


Cada abordagem utiliza uma fonte diferente, desencadeia mecanismos próprios e pode ter objetivos distintos dentro de um plano de tratamento.


PDRN e polinucleotídeos: fragmentos derivados de DNA

PDRN e polinucleotídeos, ou PN, são compostos derivados de fragmentos de DNA utilizados com o objetivo de favorecer processos relacionados ao reparo e à qualidade da pele.


Dependendo do produto e da indicação, podem contribuir para:

  • melhorar hidratação e elasticidade;

  • favorecer o ambiente de reparação tecidual;

  • atuar sobre sinais de envelhecimento;

  • melhorar progressivamente a qualidade da pele.


Apesar de muitas vezes aparecerem juntos, PDRN e PN não são exatamente a mesma substância e podem apresentar características e mecanismos diferentes.


São tratamentos promissores, mas seus protocolos ainda vêm sendo estudados e aperfeiçoados.


Exossomos: mensageiros entre as células

Os exossomos são pequenas vesículas extracelulares envolvidas na comunicação celular.


Eles transportam moléculas como proteínas, lipídios e diferentes tipos de RNA, capazes de influenciar o comportamento das células que recebem esses sinais.


Na dermatologia estética, vêm sendo estudados por seu potencial de:

  • favorecer processos de reparação;

  • modular inflamação;

  • participar da formação da matriz extracelular;

  • melhorar parâmetros como textura, elasticidade e hidratação.


É uma área que desperta bastante interesse, mas ainda existem diferenças importantes entre fontes, formas de produção e protocolos.


Por isso, nem todo produto chamado de “exossomo” é equivalente, e a evidência clínica ainda está em evolução.


PRP e PRF: fatores de crescimento do próprio paciente

PRP e PRF são preparados obtidos a partir do próprio sangue do paciente.


Eles concentram plaquetas e outros componentes capazes de liberar fatores de crescimento envolvidos nos processos naturais de reparação dos tecidos.


Podem ser utilizados com objetivos como:

  • melhora da qualidade da pele;

  • estímulo de colágeno;

  • melhora de elasticidade e espessura;

  • apoio à recuperação dos tecidos.


O PRF também forma uma matriz de fibrina que modifica a maneira como esses componentes são organizados e liberados.


Por serem autólogos, ou seja, produzidos a partir do próprio paciente, ocupam um espaço particular dentro das estratégias regenerativas.


Bioestimuladores: estimulando a pele a produzir colágeno

Os bioestimuladores de colágeno utilizam substâncias biocompatíveis capazes de desencadear uma resposta controlada nos tecidos.


Essa resposta estimula os fibroblastos e favorece a formação de novo colágeno ao longo do tempo.


Dependendo do produto e da técnica, podem contribuir para:

  • melhora progressiva da firmeza;

  • aumento da qualidade da pele;

  • melhora de determinados contornos;

  • tratamento de alguns padrões de flacidez.


O resultado não acontece de uma vez.


A proposta é justamente estimular uma resposta biológica gradual.


Então, qual deles é melhor?

Essa talvez seja a pergunta errada.


PDRN e PN, exossomos, PRP/PRF e bioestimuladores partem de princípios diferentes. Não são versões concorrentes do mesmo tratamento.


Em alguns pacientes, o objetivo pode ser melhorar principalmente hidratação e qualidade da pele.


Em outros, estimular colágeno de forma mais intensa.


Também existem situações em que diferentes abordagens podem ser combinadas ou utilizadas em etapas distintas.


O mais importante é entender o que a pele precisa antes de escolher o produto da vez.


Quatro caminhos, objetivos diferentes

Podemos resumir assim:

PDRN/PN: derivados de DNA que podem favorecer processos de reparação e qualidade da pele.


Exossomos: vesículas envolvidas na comunicação entre células, com potencial regenerativo ainda em estudo.


PRP/PRF: componentes obtidos do próprio sangue, ricos em sinais biológicos relacionados ao reparo tecidual.


Bioestimuladores: substâncias que promovem uma resposta controlada para estimular produção de novo colágeno.


O termo “regenerativo” é amplo.


E justamente por isso, mais importante do que procurar o tratamento que promete regenerar mais é compreender qual mecanismo faz sentido para aquela pele, naquele momento.


Quer entender qual abordagem pode fazer sentido para a sua pele? Entre em contato com a VM Dermatologia pelo WhatsApp e agende sua avaliação.

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