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Celulite, flacidez ou lipedema: como saber a diferença?

Clinica Valéria Marcondes Dermatologia e Estética
há 48 minutos
2 min de leitura
Imagem de mulher examinando a perna com celulite, flacidez ou lipedema

Celulite, flacidez e lipedema podem aparecer nas mesmas regiões do corpo e até coexistir.

Mas não são a mesma coisa.


Coxas, quadris, braços e outras áreas podem apresentar alterações de textura, perda de firmeza ou aumento desproporcional do tecido adiposo. À primeira vista, tudo pode parecer parte do mesmo problema.


É justamente por isso que o diagnóstico vem antes do tratamento.


O que é celulite?

A celulite é uma alteração da superfície da pele que cria os conhecidos furinhos e ondulações, frequentemente descritos como aspecto de “casca de laranja”.


Ela está relacionada à organização da pele, do tecido adiposo e, principalmente, dos septos fibrosos que conectam estruturas mais superficiais e profundas.


Por isso, celulite não significa simplesmente excesso de gordura.

Uma pessoa magra também pode apresentar celulite.


E a flacidez?

A flacidez está relacionada à perda de firmeza e sustentação dos tecidos.


Com o envelhecimento, emagrecimento, alterações hormonais e outros fatores, a pele pode perder parte de sua elasticidade e resistência.


Os sinais podem incluir:

  • pele mais frouxa;

  • perda de firmeza;

  • aspecto enrugado;

  • menor definição dos contornos;

  • sobra de pele depois de emagrecimentos importantes.


Uma região pode apresentar flacidez sem ter celulite e também pode apresentar as duas alterações ao mesmo tempo.


O que diferencia o lipedema?

O lipedema é uma condição que envolve o tecido adiposo subcutâneo e ocorre predominantemente em mulheres.


Além do aumento desproporcional de volume, principalmente em membros inferiores e, em algumas pacientes, nos braços, podem estar presentes características como:

  • dor ou sensibilidade ao toque;

  • sensação de peso;

  • facilidade para formar hematomas;

  • distribuição desproporcional do tecido adiposo;

  • dificuldade de reduzir determinadas regiões mesmo com perda de peso.


Esses sinais não devem ser usados isoladamente para fazer um diagnóstico.


O lipedema exige avaliação médica, inclusive para diferenciá-lo de obesidade, linfedema e outras condições que podem apresentar características semelhantes.


Por que essa diferença muda o tratamento?

Porque cada alteração envolve estruturas e mecanismos diferentes.


Um tratamento direcionado aos septos responsáveis pelos furinhos da celulite não necessariamente resolverá uma flacidez importante.


Da mesma forma, estimular colágeno pode melhorar a firmeza da pele, mas não trata sozinho todas as alterações presentes no lipedema.


E reduzir gordura indiscriminadamente também não significa tratar nenhuma dessas condições de maneira adequada.


Podemos pensar assim:

Celulite: o foco pode estar nas irregularidades da superfície e nos septos fibrosos.

Flacidez: o planejamento pode priorizar firmeza, colágeno e qualidade dos tecidos.

Lipedema: exige uma abordagem clínica mais ampla e individualizada.


E quando elas aparecem juntas?

Isso também pode acontecer.


Uma paciente com lipedema pode apresentar celulite e flacidez na mesma região. Outra pode apresentar apenas celulite. Uma terceira pode ter principalmente flacidez depois de emagrecer.


Visualmente, algumas queixas podem parecer semelhantes, mas a estratégia muda quando entendemos o que existe por baixo da pele.


Por isso, o objetivo da avaliação não é apenas perguntar:


“Qual procedimento melhora essa região?”


A pergunta mais importante vem antes:


“O que realmente estamos tratando?”


Porque quando o diagnóstico muda, a estratégia também precisa mudar.


Percebe celulite, flacidez ou alterações de volume e não sabe exatamente o que está acontecendo?


Entre em contato com a VM Dermatologia pelo WhatsApp e agende sua avaliação.

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