Queda de cabelo: existe um tratamento certo para cada causa

Perceber mais fios no banho, na escova ou no travesseiro costuma gerar uma pergunta imediata:
“O que eu faço para parar a queda?”
Mas existe uma pergunta que precisa vir antes: por que esse cabelo está caindo?
Queda de cabelo não é uma doença única. Ela pode surgir por diferentes motivos e, justamente por isso, não existe um tratamento universal que funcione para todos.
Por que os cabelos caem?
Entre as causas que podem participar da queda ou do afinamento dos fios estão:
predisposição genética, como acontece na alopecia androgenética;
alterações hormonais, incluindo menopausa, pós-parto e alterações da tireoide;
estresse físico ou emocional, que pode desencadear determinados tipos de queda;
deficiências nutricionais, quando realmente presentes;
doenças inflamatórias do couro cabeludo;
uso de alguns medicamentos;
outras doenças e alterações sistêmicas.
E mais de um fator pode estar presente ao mesmo tempo.
É por isso que começar diretamente por um procedimento ou suplemento pode significar tratar o sintoma sem entender sua origem.
O tratamento começa pelo diagnóstico
Na consulta de tricologia, avaliamos o padrão da queda, a densidade dos fios, o couro cabeludo, o histórico clínico e a evolução do quadro.
Quando necessário, exames complementares também podem ajudar a investigar causas específicas.
Só depois dessa avaliação conseguimos definir quais recursos fazem sentido para aquele paciente.
Quais tratamentos podem fazer parte do planejamento?
Dependendo do diagnóstico, diferentes estratégias podem ser utilizadas isoladamente ou em associação.
PRP
O plasma rico em plaquetas é obtido a partir do próprio sangue do paciente.
As plaquetas liberam fatores de crescimento envolvidos na sinalização e nos processos naturais de reparação dos tecidos.
Em pacientes selecionados, principalmente com alopecia androgenética, o PRP pode fazer parte de protocolos voltados à melhora da densidade e da qualidade dos fios.
Mesojet
Tecnologias de aplicação de ativos podem ser utilizadas para trabalhar o couro cabeludo de maneira mais precisa e confortável.
Na VM Dermatologia, o Mesojet pode fazer parte de protocolos personalizados e ser associado a outras estratégias, de acordo com o diagnóstico e os ativos selecionados.
Não é o equipamento isoladamente que determina o resultado. O que importa é o que está sendo tratado e qual substância possui indicação naquele caso.
Fotona
O laser também pode integrar protocolos de saúde capilar.
O Fotona permite trabalhar o couro cabeludo por meio de parâmetros específicos, buscando favorecer o ambiente ao redor dos folículos e complementar outras estratégias.
Assim como acontece com outras tecnologias, sua indicação depende do tipo de queda e do objetivo terapêutico.
Microagulhamento
O microagulhamento produz estímulos controlados no couro cabeludo.
Além da resposta de reparação provocada pelas microperfurações, a técnica pode ser utilizada para favorecer a entrega de determinados ativos.
Pode fazer parte de protocolos para alopecia androgenética e outras situações selecionadas, mas profundidade, frequência e produtos associados precisam ser definidos individualmente.
Exossomos
Os exossomos são vesículas envolvidas na comunicação entre células e vêm sendo estudados dentro da medicina regenerativa.
Na área capilar, existe interesse pelo potencial de influenciar o ambiente biológico ao redor dos folículos.
É uma área bastante atual, mas ainda em desenvolvimento. Produtos, fontes e protocolos podem ser muito diferentes entre si, por isso é importante não tratar todos os chamados “exossomos” como equivalentes.
Medicamentos
Em muitos casos, a base do tratamento continua sendo medicamentosa.
Minoxidil, finasterida e dutasterida, por exemplo, podem ser considerados em situações específicas e após avaliação médica.
Eles não possuem exatamente o mesmo mecanismo e não são indicados para todos os pacientes.
Em algumas pessoas, os procedimentos complementam a terapia medicamentosa. Em outras, a estratégia pode ser diferente.
Quando os resultados começam a aparecer?
Cabelo exige paciência.
O ciclo capilar acontece ao longo de meses, e por isso a resposta aos tratamentos geralmente não deve ser avaliada em poucas semanas.
Dependendo da causa e da estratégia utilizada, podemos primeiro perceber redução da queda e estabilização do quadro.
Depois, em pacientes responsivos, podem surgir melhora de densidade, espessura ou qualidade dos fios.
Mas não existe uma linha do tempo idêntica para todos.
Resultados dependem da causa da queda, do grau de comprometimento dos folículos, do tratamento escolhido e da adesão ao acompanhamento.
Não existe “o melhor tratamento” para queda de cabelo
PRP pode fazer sentido para um paciente e não ser a prioridade para outro.
Medicamentos podem ser fundamentais em determinada alopecia, enquanto em outro caso a primeira etapa será corrigir uma doença do couro cabeludo ou uma alteração sistêmica.
Tecnologias também podem complementar o tratamento, mas nenhuma delas substitui o diagnóstico.
O erro é escolher o tratamento antes de descobrir a causa.
Na VM Dermatologia, o objetivo é construir um plano individualizado, combinando ciência, tecnologia e acompanhamento para tratar não apenas a queda visível, mas aquilo que está por trás dela.
Percebeu aumento da queda, afinamento dos fios ou redução da densidade?
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