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Procedimentos estéticos atrapalham uma futura cirurgia de lifting facial?

Clinica Valéria Marcondes Dermatologia e Estética
há 2 dias
3 min de leitura
Lifting facial

Nos últimos tempos, um discurso tem aparecido cada vez mais nas redes sociais: ultrassom microfocado, radiofrequência, bioestimuladores e até preenchimentos poderiam “estragar” os tecidos e dificultar uma futura cirurgia de lifting facial.


Mas será que a conclusão deve ser simplesmente parar de tratar a pele?

Não.


Existe uma discussão científica importante sobre o assunto, mas ela exige muito mais nuance.


Alguns procedimentos podem modificar os tecidos?

Sim.


Tratamentos que estimulam colágeno funcionam justamente porque provocam uma resposta controlada dos tecidos.


Ultrassom focalizado, radiofrequência e radiofrequência microagulhada, por exemplo, utilizam energia para desencadear remodelação e formação de novas fibras de colágeno.


Em determinadas situações, especialmente quando tratamentos são realizados repetidamente, em profundidades inadequadas ou com parâmetros muito agressivos, podem ocorrer alterações mais intensas, como fibrose e aderências.


Isso pode modificar planos anatômicos utilizados durante uma futura cirurgia e tornar a dissecção tecnicamente mais trabalhosa.


Esse risco precisa ser conhecido e considerado.


Mas existe uma diferença enorme entre reconhecer essa possibilidade e afirmar que todo tratamento dermatológico prejudica uma futura cirurgia.


O problema não está simplesmente na tecnologia

O ponto central está em como, onde e em quem o tratamento é realizado.

Profundidade, quantidade de energia, número de sessões, intervalo entre procedimentos e anatomia do paciente fazem diferença.


O mesmo vale para os injetáveis.


Bioestimuladores atuam estimulando uma resposta tecidual e a produção de colágeno. Já o ácido hialurônico pode ser utilizado para restaurar volume e suporte em regiões específicas.


Quando há excesso de produto, repetição sem planejamento ou aplicação inadequada, o tratamento pode alterar proporções e dificultar avaliações futuras.


Por outro lado, quando existe indicação correta e uso criterioso, essas ferramentas continuam ocupando um papel importante no rejuvenescimento facial.


Nem todo paciente deseja fazer cirurgia

Existe ainda uma questão que muitas vezes fica esquecida nessa discussão.


Nem todo mundo quer fazer um lifting facial.


Alguns pacientes não querem operar agora. Outros podem nunca desejar uma cirurgia.


Enquanto isso, continuam acontecendo mudanças na qualidade da pele, no colágeno, na textura, no volume e no contorno facial.


Esses pacientes podem se beneficiar de tratamentos progressivos ao longo dos anos, desde que cada indicação seja feita com responsabilidade.


A decisão não deveria ser entre “tratar hoje” ou “preservar o rosto para uma cirurgia no futuro”.


Deveria ser sobre construir um plano coerente com aquilo que aquele paciente deseja para os próximos anos.


Cirurgia e dermatologia estética não tratam exatamente as mesmas coisas

Um lifting facial consegue reposicionar tecidos de uma maneira que nenhuma tecnologia não cirúrgica consegue reproduzir.


Quando existe excesso importante de pele e deslocamento avançado dos tecidos, a cirurgia pode oferecer o resultado mais adequado.


Por outro lado, ela não substitui necessariamente tratamentos voltados para:

  • textura da pele;

  • manchas;

  • poros;

  • cicatrizes;

  • qualidade dérmica;

  • perda de colágeno;

  • determinadas alterações vasculares.


Da mesma forma, nenhum aparelho deveria ser apresentado como substituto de uma cirurgia quando a indicação correta é cirúrgica.

São ferramentas diferentes para problemas diferentes.


O futuro está na integração

Talvez a discussão mais interessante não seja cirurgia versus dermatologia estética.

É como essas duas áreas podem trabalhar de maneira mais inteligente ao longo da vida do paciente.


Em um momento, o objetivo pode ser melhorar qualidade da pele e estimular colágeno.

Em outro, restaurar cuidadosamente uma perda de volume.


Mais adiante, se houver excesso importante de pele e deslocamento estrutural, uma avaliação cirúrgica pode fazer sentido.

Tudo isso pode fazer parte da mesma jornada.


O que precisamos evitar são extremos: excesso de procedimentos sem indicação, mas também a ideia de que cuidar da pele e dos tecidos antes de uma eventual cirurgia seja necessariamente prejudicial.


Planejamento importa mais do que quantidade

Na VM Dermatologia, procuro pensar cada tratamento considerando não apenas o resultado imediato, mas também a evolução daquele rosto ao longo do tempo.


Isso significa respeitar planos anatômicos, evitar excessos, escolher parâmetros adequados e reconhecer quando uma tecnologia pode ajudar e quando ela não é suficiente.


Tecnologias e injetáveis são ferramentas.


Cirurgia também.


O mais importante é saber quando utilizar cada uma delas e preservar possibilidades futuras sempre que isso fizer sentido para o paciente.


Quer entender quais tratamentos são adequados para o seu momento e para os seus objetivos?


Entre em contato com a VM Dermatologia pelo WhatsApp e agende sua avaliação.

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